segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sejamos Honestos






Exigimos a verdade em praticamente todas as áreas da vida. Queremos ouvir a verdade de entes queridos, de nossos médicos e que elas sejam levadas a sério nos tribunais. Não é uma tarefa difícil perceber que exigimos a verdade quando ela afeta nosso dinheiro, relacionamentos, segurança e saúde, afinal, ninguém quer ser enganado ou ter sua vida comprometida.

No entanto, apesar das firmes demandas pela verdade nessas áreas, muitos de nós dizem que não estão interessados na verdade quando o assunto é moralidade ou religião. O fato é que muitos simplesmente rejeitam a idéia de que qualquer religião possa ser verdadeira.

Por que quando se trata de religião dizemos “Isso é verdade para você mas não para mim!”, mas nunca pensamos nessa falta de sentido quando estamos falando com um corretor de ações da bolsa sobre nosso dinheiro?

Embora poucos admitam, nossa rejeição à verdade religiosa e moral freqüentemente esta baseada em valores volitivos, e não intelectuais: simplesmente não queremos submetermo-nos a qualquer padrão moral ou doutrina religiosa. Talvez não possamos suportar a verdade.

A parábola do elefante

Um elefante está sendo examinado por seis homens cegos. Cada um sente uma parte diferente do elefante e assim chega a conclusões diferentes sobre o objeto que está diante de si. Um deles toca as presas e diz: "É uma lança!". Outro segura a tromba e diz: "É uma cobra!". Outro abraça a perna e diz: "É uma árvore!". O homem cego que está segurando a cauda pensa: "É uma corda!". Aquele que toca nas orelhas conclui: "É uma ventarola!". Por fim, aquele que está ao lado do elefante está certo de que "É uma parede!"

Diz-se que esses homens representam as religiões mundiais porque cada um vem com uma diferente conclusão sobre aquilo que está sentindo. Tal como cada um desses homens cegos, dizem alguns, nenhuma religião tem a verdade. A verdade religiosa é relativa para cada indivíduo. Ela é subjetiva, e não objetiva.

Mas o que a enorme pluralidade das crenças religiosas nos diz sobre a verdade na religião? Num primeiro olhar, pode parecer que a existência de tantas crenças contraditórias simplesmente reforça a parábola do elefante, ou seja, que a verdade na religião não pode ser conhecida.

Mas o que se mostra é exatamente o oposto. Isso pode parecer bastante persuasivo até que você faça a si mesmo a seguinte pergunta: "Qual é a perspectiva daquele que está contando a parábola?". Hummm, vejamos, aquele que está contando a parábola... Ele parece ter uma perspectiva objetiva de todo o procedimento porque pode ver que os homens cegos estão errados.

Exatamente! Na verdade, a pessoa não saberia que os homens cegos estavam errados a não ser que tivesse uma perspectiva objetiva daquilo que era certo! Portanto, se a pessoa que está contando a parábola pode ter uma perspectiva objetiva, por que os homens cegos não podem tê-la? Eles podem — se os cegos repentinamente pudessem ver, eles também perceberiam que estavam originalmente errados. O que está diante deles é realmente um elefante, e não uma parede, uma ventarola ou uma corda.

Nós também podemos ver a verdade na religião. Infelizmente, muitos dos que negam existir verdade na religião não são verdadeiramente cegos, mas apenas propositadamente cegos. É possível que não queiram admitir existir uma verdade na religião porque essa verdade vai convencê-los. Mas se abrirem os olhos e pararem de esconder-se atrás do absurdo falso em si mesmo de que a verdade não pode ser conhecida, então também serão capazes de ver a verdade. Não apenas a verdade nas áreas em que a exigimos — finanças, relacionamentos, saúde, lei etc. — mas também a verdade da religião.

O que é a verdade? A verdade sobre a verdade.
De maneira bem simples, verdade é “dizer aquilo que é”. Também pode ser definida como “propriedade de estar conforme os fatos ou a realidade”.

Ao contrário do que estamos acostumados a ouvir por aí, a verdade não é relativa, mas absoluta: se alguma coisa é verdadeira, o é para todas as pessoas, em todos os momentos, em todos os lugares.

Existem muitas outras verdades sobre a verdade. Veja algumas delas:

- A verdade é descoberta, e não inventada. Ela existe independentemente do conhecimento que alguma pessoa tenha dela (a lei da gravidade existia antes de Newton)

- A verdade é imutável, embora nossas crenças sobre a verdade possam mudar (quando começamos a acreditar que a Terra era redonda, em vez de plana, a verdade sobre a Terra não mudou; o que mudou foi nossa crença a respeito da forma da Terra)

- As crenças não podem mudar um fato, não importa com que seriedade elas sejam esposadas (alguém pode sinceramente acreditar que o mundo é plano, mas isso faz apenas a pessoa estar sinceramente errada)

- A verdade não é afetada pela atitude de quem a professa (uma pessoa arrogante não torna falsa a verdade que professa, assim como uma pessoa humilde não faz o erro que ela professa transformar-se em verdade)

- Todas as verdades são absolutas. Até mesmo as verdades que parecem ser relativas são realmente absolutas (a afirmação “Eu, Frank Turek, senti calor no dia 20 de novembro de 2003 aparentemente é uma verdade relativa, mas é realmente absoluta para todo o mundo, em todos os lugares, que Frank Turek teve a sensação de calor naquele dia)

Em resumo, é possível existir crenças contrárias, mas verdades contrárias é uma coisa impossível de existir. Podemos acreditar que uma coisa é verdade, mas não podemos fazer tudo ser verdade.

Isso parece suficientemente óbvio. Mas como lidarmos com a assertiva moderna de que não existe verdade?

Uma afirmação falsa em si mesma
Sem dúvida você já ouviu pessoas dizerem coisas como:

“Toda verdade é relativa.” (essa verdade é relativa?)
“Não existem absolutos!” (você está absolutamente certo disso?)
“A verdade é que não existe verdade.” (essa afirmação é verdadeira apenas para você ou para todo mundo?)

Mas qual é o problema encontrado nestas afirmações tão comuns?

O problema é que elas são afirmações falsas em si mesmas. Uma afirmação falsa em si mesma é aquela que não satisfaz o seu próprio padrão. Por exemplo, a afirmação “Não existe verdade” pretende ser verdadeira e, portanto, derrota a si mesma.

É como se um estrangeiro dissesse em português “Eu não consigo falar uma palavra sequer em português”. Se alguém dissesse isso, você obviamente responderia “Espere um minuto! Sua afirmação é falsa porque você acabou de falar português!”

Afirmações falsas em si mesmas são feitas rotineiramente em nossa cultura pós-moderna, e, uma vez que você tenha uma capacidade aguçada de detectá-las, se tornará um defensor intrépido da verdade.

“É verdade para você mas não para mim” pode ser o mantra de nossos dias, mas o mundo não funciona realmente assim. Tente dizer isso à Receita Federal ou à Polícia e você verá até onde vai!

Naturalmente, esses mantras modernos são mentirosos porque são afirmações falsas em si mesmas. Mas temos algumas perguntas para aqueles que ainda acreditam cegamente neles:

Se realmente não existe verdade, então por que tentar acreditar em alguma coisa?

Se ensinamos que não há certo ou errado, por que deveríamos nos surpreender com o fato de um grupo de alunos atirar em seus colegas de classe ou de ver uma mãe adolescente abandonando o filho em uma lata de lixo?

Por que eles deveriam agir da maneira certa quando nós ensinamos que não existe essa coisa de certo?

É um absurdo esperarmos virtude de pessoas a quem foi ensinado que não existe virtude.

Portanto, vemos que a afirmação “não existe verdade” apresenta implicações um tanto quanto perigosas.

A verdade existe. Ela não pode ser negada. Aqueles que negam a verdade fazem uma afirmação falsa em si mesma de que não existe verdade. Nesse aspecto, são muito semelhantes ao ursinho Puff: respondem a uma batida na porta dizendo “Não há ninguém em casa!”.

Jesus afirmou ser a verdade
O que você acabou de ler é uma síntese (com algumas reorganizações da ordem em que os fragmentos aqui transcritos são apresentados) dos capítulos iniciais do livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, dos autores Norman Geisler e Frank Turek.

Escolhi em especial esta parte do livro para ser postada por se tratar de um assunto que é de interesse de todos: conhecer a verdade.

Tenha isto em mente: a verdade pode ser conhecida. No entanto, em meio a tantos caminhos, é possível distingui-la?

Este será o assunto das próximas postagens.

Além disso, gostaria de deixar duas frases e dois versículos para reflexão:

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” João 14:6

“Idéias falsas sobre a verdade levam a idéias falsas sobre a vida.”

“Estar disposto é essencial. As provas não podem convencer quem não está disposto.”


Jesus afirmou ser a verdade.

Medite nisto...

Que o Espírito da Verdade possa te conduzir ao pleno conhecimento dEle!

5 comentários:

  1. Graça e paz!
    “Andando” por aí cheguei até o seu Blog e quero te parabenizar pela bênção que pude ver aqui.
    Já estou te seguindo e aos poucos venho conhecer mais os seus textos.
    Será uma honra te receber no pastoragente.blogspot.com, e se quiser segui-lo vai ser uma alegria pra mim.
    No blog conto da forma mais realista e divertida possível as realidades, dúvidas e experiências de uma simples pastora como eu.
    Fique na paz. Um abraço.

    ResponderExcluir
  2. A Verdade é revelada por por Deus, seja dentro de um templo religioso, seja pela boca de um quadrúpede! No entanto, EU não consigo enxergar Verdade na religião. Religião é coisa de Homem, significa religar, hoje perdeu esse sentido e como diz Karl Marx, ela é o ópio do povo. A religião aprisiona nos seus dogmas, cega, mata ... entorpece !
    A Verdade liberta!

    N'Ele, que nos ama apesar de,

    Tatiane

    ResponderExcluir
  3. Tati, algumas pessoas tem uma certa aversão ao termo "religião", talvez por ele nos levar a pensar em algo dogmático, cheio de rituais e cerimônias. Sabemos que não é por obras que alcançaremos a Verdade, que é Jesus.

    Porém, neste texto, entenda o termo "religião" não neste sentido, mas sim como uma COSMOVISÃO.

    O que caracteriza uma religião? O conjunto de proposições sobre a natureza do universo, dos seres humanos, do nosso relacionamento com Deus e de sua natureza, da vida moral, etc., apresentados por ela. Todas essas proposições juntas irão constituir a cosmovisão de uma religião.

    Mesmo que uma pessoa não seja "afiliada" a uma religião, ela possui alguma opinião a respeito destes assuntos, ou seja, possui uma cosmovisão.

    Mas em meio a tantas cosmovisões apresentadas, qual será a que está de acordo com a realidade? É impossível obter esta resposta ou será que devemos considerar que todas estas corretas ao mesmo tempo?

    O que este texto defende é que não é possível que cosmovisões opostas sejam verdadeiras ao mesmo tempo e, assim, deve existir uma cosmovisão correta, e também que é real a possibilidade de se obter acesso a cosmovisão que está de acordo com a realidade. Entendeu?

    ResponderExcluir
  4. Eu entendi desde a primeira vez que li. Religião é algo subjetivo, depende da interpretação de cada um. O texto diz que pode haver verdade em alguma(as) dessas interpretações. Mas eu acredito que algo, que dependa da interpretação, e passível de dúvida não é algo que possa ser considerado verdade justamente por sua subjetividade. A Verdade vinda do Evangelho é simples, pura e objetiva: amor e graça; graça e amor.
    Essa é a minha opinião.
    Me desculpa se não me fiz entender.

    Tati.

    ResponderExcluir
  5. Só tem nego sinistro aqui!
    Tá show de bola!

    ResponderExcluir

Neste espaço você pode deixar seu comentário. Sua opinião é extremamente importante para nós.

Evite comentar como anônimo. Procure sempre identificar-se pelo nome em seus comentários para que seja garantido seu direito democrático neste blog.

Estamos abertos a críticas construtivas, pois elas nos fazem refletir e melhorar.

Aos repetidos comentários sobre julgamento:
Não julgamos pessoas ou a intenção de seus corações, pois isso não está ao alcande de homens. Julgamos ideias e, se fazemos isso, temos apoio nas Escrituras.

Caso queira saber mais sobre o julgamento cristão, clique aqui.