quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pequenas Reflexões: Fé e razão - John Stott



"Ele é o Deus racional que nos fez seres racionais e nos deu uma revelação racional. Negar nossa racionalidade é, portanto, negar nossa humanidade, vindo a ser menos que seres humanos."

(John Stott - Cristianismo Equilibrado)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pequenas Reflexões: Romanos 11:35 - João Calvino



        Seres humanos não são nada; eles não podem dar nada ao Senhor que façam dele um devedor. Como diz as Escrituras, “Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?” (Rm 11:35). Pois se nós queremos que Deus nos estime, nós deveríamos ter algo nosso para lhe oferecer. Mas se ele não tem nenhum dever ou obrigação em particular para conosco, que acusação poderíamos fazer contra ele? O simples fato é que tudo que temos é nosso somente porque Ele nos deu. Portanto, nosso ser, nossa personalidade e tudo mais que ele colocou dentro de nós pertence a Ele; nós respondemos a ele por essas dádivas. E ainda por cima, ele não precisa de nada da nossa parte, e nenhuma de nossas obras pode chegar onde Ele está, como diz o salmo 16.

        Concluímos então, que quando Deus nos chama para posições de importância ou responsabilidade, ele o faz de vontade própria, e não, como imaginamos, por nos considerar mais capazes do que outros. O seu objetivo é nos manter humildes, ao mostrar que tudo depende de sua graça e não do mérito humano. Sendo isso verdadeiro, sobre preferências temporárias, quão mais se aplica este princípio à nossa salvação eterna! Quando Deus nos adota como seus filhos para nos tornar membros de sua glória celestial, que crédito podem os homens dar a si mesmos? E se eles fazem tais apelos, não merecem perder tudo devido a sua ingratidão?

(João Calvino, As Bem-Aventuranças, pp. 21,22.)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Pequenas Reflexões: Regeneração das Naturezas - C.H. Spurgeon



Nosso grande objetivo não é a reversão de opiniões, e sim a regeneração das naturezas. Devemos trazer homens a Cristo e não aos nossos pontos de vista particulares a respeito do cristianismo. Fazer prosélitos é algo que cabe aos fariseus; regenerar homens para Deus é uma meta honrada dos ministros de Cristo.


(C.H. Spurgeon)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pequenas Reflexões: 1 Coríntios 4:7 - João Calvino





Ninguém possui coisa alguma, em seus próprios recursos, que o faça superior; portanto, quem quer que se ponha num nível mais elevado não passa de imbecil e impertinente. 


A genuína base da humildade cristã consiste, de um lado, em não se presumido, porque sabemos que nada possuímos de bom em nós mesmos; e, de outro, se Deus implantou algum bem em nós, que o mesmo seja, por esta razão, totalmente debitado à conta da divina Graça


(João Calvino, Exposição de 1 Corintios (1 Co 4.7), pp. 134,135.)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar!





PERDOEM-ME O DESGOSTO! ... ESTA INSURPOTÁVEL!

Perdoem-me, irmão, eu confesso a tão aguardada confissão de minha boca.

Sim, eu confesso que não posso mais deixar de declarar a minha alma.

Para mim é questão de vida ou morte. Perdoem-me, irmãos, mas eu preciso confessar.

Sim, eu confesso ... Está insuportável. Se eu não abrir a minha boca, minha alma explodirá em mim.

É insuportável ligar a televisão ver o culto que se faz ao Monte Sinai, que gera para escravidão. Os gálatas são o nosso jardim da infância. Nós nos tornamos PHD’s do retrocesso à Lei e aos sacrifícios. PISA-SE sobre a CRUZ de Cristo em nome de JESUS. INSURPOTÁVEL! SEJA ANÁTEMA!

É insuportável ver o culto à fé na fé e também assistir descarados convites feitos em nomes de Deus para que se façam novos sacrifícios, visto que o de Jesus não foi o suficiente, e Deus só atende se alguém fizer voto de freqüência ao templo, e dê dinheiro aos sacerdotes do engano e da ganância. INSUPORTÁVEL!

É insuportável assistir ao silêncio de todos os dantes protestantes e que até hoje ofendem os cultos afro-ameríndios com seus sacrifícios, sendo que esses ainda tem razão para sacrificar, visto que não confessam e não oram em nome de Jesus, ante o estelionato feito em e do nome de Jesus, quando se convida o povo para sacrificar a Deus tornando o sacrifício de Jesus algo menor e dispensável. INSUPORTÁVEL!

É insuportável ver o povo levado para debaixo do julgo da Lei quando se ressuscitam as maldições todas do Velho Testamento e que morreram na Cruz,quando Jesus se fez maldição em nosso lugar. INSUPORTÁVEL!

É insuportável ver que para a maioria dos cristãos a Lei não morreu em Cristo, conforme a Palavra, visto que mantêm-na vigente como “mandamento de vida”, mas que apenas existe para gerar culpa e morte, também conforme a Escritura. INSUPORTÁVEL!

É insuportável ver e ouvir pastores tratando a Graça de Deus como se fosse uma parte da Revelação, como mais uma doutrina, sem discernir que não há nada, muito menos qualquer Revelação se não houver sempre, antes, durante, depois, transcendentemente e imanentemente, GRAÇA e apenas GRAÇA. MISERICÓRDIA!

É insuportável ver a Bíblia ser ensinada por cegos e que guiam outros cegos, visto que nem mesmo passaram da Bíblia como livro santo, desconhecendo a Revelação da Palavra da Graça do Evangelho de Deus. INSUPORTÁVEL TRISTEZA!

É insuportável ver que os cristãos “acreditam em Deus”, sem saber que nada fazem mais que os demônios quando assim professam, posto que não estamos nesta vida para reconhecer que Deus existe, mas para amá-Lo e conhecê-Lo. INSUPORTÁVEL DESPERDÍCIO!

É insuportável enxergar que a mensagem do Evangelho foi transformada em guia religioso, no manual da verdade dos cristãos, mais uma doutrina da Terra. INSUPORTÁVEL HUMILHAÇÃO!

É insuportável ver os que pensam que possuem a doutrina certa jamais terem a coragem de tentar vivê-la como mergulho existencial de plena confiança, mas tão somente como guia de bons costumes e de elevados padrões morais. INSUPORTÁVEL REGIOSIDADE!

É insuportável ver gente tentando “estudar Deus”, e a ensinar aos outros a “anatomia do divino” ou buscar analisar Deus como parte de um processo, no qual Deus está aprendendo junto conosco, não sabendo tais mestres que são apenas fabricantes de ídolos psicológicos. INSUPORTÁVEL SUTILEZA!

É insuportável ver que há muitos que sabem, mas que nada dizem; vêem, mas em nada demonstram; discernem, mas em nada confrontam; conhecem, mas tratam como se nada tivesse conseqüências. INSUPORTÁVEL!

É insuportável ver que se prega o método de crescimento de igreja, não a Palavra; que se convida para a igreja, não mais para Jesus, e que a cada cinco anos toda a moda da igreja muda, conforme o que chamam de “novo mover”. INSUPORTÁVEL VAZIO!

É insuportável ouvir pastores dizendo que o que você diz é verdade, mas que eles não têm coragem de botar a cara para apanhar, mesmo que seja pela verdade e pela justiça do Evangelho do Reino de Deus. INSUPORTÁVEL DISSIMULAÇÃO!

É insuportável ver um monte de homens e mulheres velhos e adultos brincando com o nome de Deus, posando de pastores, pastoras, bispos, bispas, apóstolos e apóstolas, sendo que eles mesmos não se enxergam e não percebem o espetáculo patético no qual se tornaram, e o ridículo de suas aspirações messiânicas estereotipadas e vazias do Espírito. INSUPORTÁVEL JACTÂNCIA E LOUCURA!

É insuportável ver Jesus sendo tratando com “poder maior” e não como o único poder verdadeiro. INSUPORTÁVEL IDOLATRIA!

É insuportável ver o diabo ser glorificado pela freqüência com a qual se menciona o seu nome nos cultos, sendo que Paulo dele falou menos de uma dúzia de vezes em todas as suas cartas e as alusões que Jesus fez a ele foram mínimas. No entanto, entre nós o diabo está entronizado como o inimigo de Cristo e o senhor das culpas e medos. E, assim, pela freqüência com a qual ele é mencionado, ele é crido e o seu poder cresce na alma dos humanos, a maioria dos quais sabe apenas do medo da Lei, e nada acerca da TOTAL Libertação que temos da Lei do diabo na Graça de Jesus que o despojou na Cruz. INSUPORTÁVEL CULTO!

É insuportável ver seres humanos sendo jogados fora do lugar de culto por causa de comida, bebida, cigarro, roupa, sexualidade, ou catástrofes de existência, isto enquanto se alimenta o povo com maldade, inveja, mentira, politicagem, facções e maldições. INSUPORTÁVEL É COAR O MOSQUITO E ENGOLIR O CAMELO!

É chegada a hora do juízo sobre a Casa de Deus!

De Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará.

A eternidade está às portas.

Então todos saberão que não minto, mas falo a verdade, conforme a Palavra do Evangelho de Jesus, com tremor e temor, porém certo da verdade de Jesus.

Texto: Caio Fábio

Imagens: Vini e Chico

Narração: Flávio Siqueira

Edição: Chico [do Caminho]

domingo, 7 de agosto de 2011

Tendo os Líderes que Merecemos




"Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do SENHOR. Que dizem aos videntes: Não vejais; e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos."

(Is 30.9-10)


Resumindo, Deus diz que um povo terá o tipo de líderes que deseja. Eles demandarão e aprovarão somente homens que falem coisas aprazíveis e profetizem promessas de mentira. De fato, diz Miqueias 2.11, se um homem com espírito de falsidade declarar que a salvação reside na embriaguez, “será esse tal o profeta deste povo”. A autoridade e liderança que o povo exige é conformidade ao caráter deles. A autoridade exercida por nossos presidentes reflete a fraqueza do caráter americano, e o mesmo é verdadeiro de todo país no mundo.

Um povo será governado por uma autoridade que se conforma à fé e caráter deles. Tentativas de reforma no legislativo e judiciário, sem uma reforma semelhante na fé do povo, são fúteis.

O recurso judicial criado por Deus não tem como objetivo eliminar o pecado; antes, ele oferece justiça a um povo que deseja justiça. O mundo todo hoje está praguejado de injustiça porque as pessoas não querem justiça, exceto quando esta servir aos seus interesses. As pessoas podem concordar que a justiça é boa, mas elas se sentem mais confortáveis sem ela. Elas estão prontas o suficiente para condenar a dívida, e admitir os males pessoais e sociais de uma dívida a longo prazo, mas ainda justificarão seus empréstimos tomados a longo prazo. Em cada ponto, o homem na verdade diz: que o mundo seja bom, para que eu possa ser mais livre e estar mais seguro em meu pecado e egoísmo.

Se as pessoas hoje desejassem verdadeiramente a justiça, nós a teríamos. Se desejássemos um presidente piedoso, teríamos um. Contudo, em todo o mundo, vemos apenas os líderes perversos como os mais fortes. Aparentemente, o que os homens menos desejam é uma ordem social justa, porque isso requer que eles sejam justos em primeiro lugar.
A lei de Deus fornece justiça e autoridade verdadeira àquelas pessoas que desejam isso.

Fonte: R. J. Rushdoony, Systematic Theology in Two Volumes (Vallecito, CA: Ross House Books, 1994), 1192.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

sábado, 16 de julho de 2011

"Até Quando?"


Em todos esses meus anos de caminhada na fé, que não são tantos, se comparados aos que tenho pela frente, vejo um incontável número de pessoas que um dia declararam a fé em Cristo publicamente, hoje vivendo nas mesmas práticas, ou outras ainda piores do que aquelas nas quais andavam antes de estarem presentes nas fileiras de nossas denominações. Isso sem contar os que ainda se encontram em tais fileiras. Tenho meditado muito sobre isso, principalmente porque alguns ainda procuram embasamento nas Escrituras para defenderem seu posicionamento atual de rebelião contra Deus e Sua Santa Palavra. Coisas como “sete vezes cairá o justo, e se levantará” (Pv 24:16), “o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41), ou então que “De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim” (Rm 7:17), entre muitas outras. Usam o pecado de Davi para defenderem seu comportamento, quando a dureza do coração mais se parece com Saul. Alguns que tenho encontrado até param para conversar comigo, outros sequer querem dar ouvidos. Os que usam Davi como exemplo não seguem a mesma atitude de arrependimento que o rei teve quando foi confrontado pelo profeta Natã. Alguns me procuram, outros fogem. Encontro grupos variados. Alguns que realmente se vêem desesperados, querendo fugir das garras do pecado, mas não conseguem. Outros que querem que eu traga algo que conforte seus corações, mas que não os desafie a andar na Luz, no caminho estreito, porfiando em passar pela porta estreita, pois o próprio Senhor disse que poucos são os que por ela passarão. Explico sempre que antes de tudo importa nascer de novo (Jo 3:3,7), e isto é uma ação que começa em Deus e termina Nele. Alguns afirmam que nasceram, mas seus frutos têm mostrado algo bem diferente. Que fique claro que não me refiro à maturidade na fé, me refiro a um compromisso consciente para com Cristo. Suas obras são más, e têm criado um Deus para si, deus este que compactua com todas as suas práticas de imoralidade, avareza, mentira, bebedices, iras, dissoluções, maledicências, vaidade, soberba. Um Deus que supostamente chama seus filhos para caminhar rumo à eternidade com Ele, sem que aborreçam suas vidas neste mundo, chegando ao ponto de um me dizer abertamente: “eu bebo, fumo, pego mulezinha por aí, mas vou pro céu, PORQUE Deus conhece meu coração”. Ou seja, simplesmente desprezam a Graça de Deus, afirmando que o que os levará para a eternidade na presença do Altíssimo é algo bom que Deus achou em seus corações. Eles realmente são culpados, e caso não se arrependam, não serão poupados da Ira Vindoura.

Diante disso uma questão fica em evidência: Serão eles os únicos culpados de suas condenações? Não quero, de forma alguma, anular a responsabilidade individual da condenação de cada um (ensino claro das Escrituras. Ez. 18), mas será que devo desprezar o que tem sido pregado no evangelicalismo atual? Mestres que têm se preocupado mais em ensinar como viver neste mundo do que chamar pessoas ao arrependimento, que se convertam de seus maus caminhos. Temas importantes e fundamentais como “A ira de Deus”, “Justificação”, “Regeneração”, etc, foram execrados dos púlpitos, e argumentam que o motivo é justamente o fato de haverem muitas pessoas novas, e isso poderia afastá-las. Argumentaram pra mim que o lugar de arrazoar acerca destas coisas é no Seminário. Ou seja, você precisa entrar para um grupo específico para compreender a BASE do Evangelho. Simplesmente absurdo! Mais absurdo ainda é que tais seminários não são gratuitos, ou seja, você só entra para tal grupo seleto se tiver um certo poder aquisitivo. O que contradiz este argumento é que quando lemos as cartas neo-testamentárias, percebemos que elas eram endereçadas a igrejas compostas em sua esmagadora maioria por incultos e iletrados. Hoje é difícil encontrar algum analfabeto sentado nas fileiras de uma boa parte das denominações, e ainda assim não se pode falar no púlpito acerca de coisas que são a base do Evangelho. É uma incoerência que chega a irritar. Em João 6 vemos que a mensagem do Senhor Jesus foi dura, fazendo com que a multidão fosse embora, ficando apenas os doze. Na igreja de hoje ouvimos uma mensagem fraca, com o objetivo de manter toda a multidão, preterindo aos doze dispostos a ouvir as palavras de vida eterna. Querem que as pessoas se regozijem com a mensagem do Rei de que não punirá alguns dos rebeldes, e que esse Rei os ama, sem sequer explicar a rebelião, e porque você nasceu em rebelião. Querem que compreendam a Graça sem entender o peso da Ira de Deus esmagando Seu próprio Filho Jesus Cristo (Is. 53:10a), para não aplicá-la em mim, ou em você. E nisto me questiono: Devo mesmo desprezar a responsabilidades de tais mestres? Não sabem eles que serão julgados com maior rigor (Tg 3:1)? É impressionante o número de pessoas que aparecem com os mesmos discursos: “Tô mal, o clima lá em casa tá ruim. Tô precisando ir pra igreja”, ou “Meu casamento vai de mal a pior, meu marido não pára de beber. Preciso ir pra igreja”, ou “quero parar de usar drogas, vou pra igreja”. Elas estão erradas, em certos aspectos, de pensarem assim, e uma boa parte da culpa de assim procederem é exatamente da igreja. E o pior, tem muitos que continuam lá até conquistar tais objetivos. O tempo passa e jamais compreendem o real motivo da cruz de Cristo. Claro que não estão isentos de culpa, visto que a Bíblia está exposta a todos. Eu mesmo posso ser testemunha disto, pois uma boa parte do que aprendi a respeito da verdadeira fé não veio de púpitos, pelo menos não dos púlpitos de denominações em que estava na platéia. Vi muitos homens de Deus pregando nesse tempo de caminhada, principalmente através da internet, assistindo, John Piper, Paul Washer, Caio Fábio, entre tantos outros. Aprendi em debates em comunidades do orkut. Aprendi em inúmeros livros, e também com irmãos cheios de zelo pela Palavra. Mas aprendi, pricipalmente, com ela, a Bíblia Sagrada. O alimento que estão dispostos a te fornecer serve apenas pra te manter na religião evangélica, o que é mais uma religião entre tantas outras, que verdadeiramente não conduz ao Deus das Escrituras.

Um dia destes li uma reportagem da Revista ISTOÉ sobre um jogador, craque do nosso futebol. Descobri pela reportagem que ele é evangélico, criado desde novo na igreja. Seu pastor aparece na matéria todo orgulhoso ao falar sobre ele como membro de sua denominação. No texto fala sobre sua vida promíscua, onde pega um de seus carrões importados, passa na casa de uma menina, a leva para o motel, depois volta, deixa esta, anda 3 quarteirões e pega a outra e leva para o mesmo destino. E se diz seguidor de Cristo? Na reportagem dizia que ele era também fiel em seu dízimo de cerca de 40 mil reais. Pensei muito sobre isso, e cheguei a uma conclusão que me parece óbvia: Patrocinadores de denominações (às quais eu poderia chamar de empresas sem nenhum peso na consciência). Esse é um ótimo motivo para tais líderes de denominações não confrontarem o pecado de forma dura, assim como as Escrituras incitam. Não seria intere$$ante confrontar o pecado daquele que é o maior $u$tentador de sua denominação. É mais interessante que ele continue sentado nas fileiras da igreja, não importa se está convertido ou não, não importa se vai para o céu ou não, o que importa é que seja um dizimista fiel. O pastor do rapaz ainda diz na reportagem que sempre pede a ele para dar seu testemunho. Mas testemunho de quê? Qual o testemunho será dado? De como ficou milionário? De como comprou seu primeiro carro importado? De como faz para colecionar mulheres e viver na prostituição, lascívia e promiscuidade?

Até quando? Quantos mais continuarão sentados em nossas denomições, vivendo em rebelião, sem que dos púlpitos sejam chamados ao arrependimento? Até quando a religião será a única coisa que receberemos dos púlpitos? Quando é que pregarão a Verdade? É simplesmente desanimador. Cheguei ao ponto de ver qual será o pregador do culto de domingo para ver se vale a pena ir ou não, pois de acordo com o que é falado eu peco mais do que se estivesse em outro lugar. Peco irado e indignado com o descaso com a pregação do Evangeho genuíno. Portanto não é surpreendente que eu encontre pessoas que falem que irão para o céu, mesmo vivendo em toda sua prática de rebelião contra o Deus Todo Poderoso. Sofro com isso, e tenho muitos amigos que caminham comigo que sofrem também. Escrevo isso com lágrimas nos olhos, e me perguntando: Até quando? Quando comecei a caminhar na fé, li muitos estudos que diziam a Babilônia prostituta que lemos em Apocalípse era a Igreja Católica. Hoje, sinceramente, não ficaria surpreso se lesse algum estudo dizendo que tal prostituta corrupta é a igreja evangélica, corrompida pelo dinheiro, pela sede de poder, por todo tipo de prática absurda contra a Palavra. O objetivo aqui não é fazer uma exegese do texto de Apocalípse, até porque não creio seja específico para Igreja Católica ou Evangélica, ou seja lá qual for. Defendo que Cristo não é de uma denominação, e nem fundou qualquer religião. Cristo veio para salvar homens pecadores em rebelião contra Deus. Alguns amigos já me disseram que Cristo era mais amoroso em Sua Palavras do que os pregadores que gosto de ouvir. Óbvio que era, ninguém pode ser mais amoroso que Ele, mas ninguém também pode ser tão duro contra o pecado quanto Ele é, foi, e sempre será. Pois Ele é quem foi moído por causa do meu pecado, e do seu também. Não poupou dureza e firmeza nas palavras dirigidas às lideranças religiosas de Israel. Foi amoroso sim, com os pecadores arrependidos (que foram conduzido ao arrependimento por Ele mesmo), mas foi muito duro com os duros de coração. Tenho consciência de que muitos quando lerem este texto pensarão que me acho mais que alguém, ou que seja mais santo que outros. Siceramente espero que quem ler este texto consiga enxergar que minha crítica e reclamação é exatamente pelo fato de que sei o quanto sou falho, o quanto sou pecador, e o quanto necessito de alimento vindo dos púlpitos. Exatamente por isso reclamo. Preciso ser confrontado em meus pecados. Preciso ouvir de homens comprometidos com a Verdade da Boa Nova de Cristo, pra me incitar a caminhar em uma vida digna de ser chamado de seguidor de Cristo. Sou falho, pecador e fraco, extremamente necessitado da Graça do Senhor Jesus Cristo, que não somente me salvou, mas que me conduz caminhando aos trancos e barrancos, contudo firme nas pisaduras da fé.

Oro ao Senhor que tenha misericórdia de mim se eu estiver equivocado nas coisas que escrevo. Não sou o dono da verdade, mas me aplico a compreender a Verdade, não para impô-la aos outros, mas para aplicar em minha vida. Encerro este texto com a oração de São Francisco de Assis, que sinceramente tento fazer dela a minha oração.

“Senhor, fazei-me instrumento de Vossa paz. Onde houver ódio que eu leve o amor. Onde houver ofensa que eu leve o perdão. Onde houver discórdia que eu leve a união. Onde houver dúvida que eu leve a fé. Onde houver erro que eu leve a verdade. Onde houver desespero que eu leve a esperança. Onde houver tristeza que eu leve alegria. Onde houver trevas que eu leve a luz.
Ó, Mestre! Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado. Compreender que ser compreendido. Amar que ser amado. Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.”

Que a Graça do Senhor Jesus Cristo seja sobre todos nós!

terça-feira, 19 de abril de 2011

A ovelha muda decidiu falar.



Por Estratagema de Deus.

Eu recebi a unção do riso ... depois de ver tanta palhaçada eu me inspirei para o improviso mas com a alma amargurada
Lágrimas que dessem a face como olhar no papiro a pena dança no tecido inspirada em que eu admiro
Deus veio de novo e escreveu outra vez na tábua do meu coração que hoje eu conto a vocês
Não pense que é ódio, raiva, vingança ou acusação só peço a vocês que me ajudem a salvar os seus próprios irmãos
Se nossas Igrejas agora fazem até lugar para os Vips são impulsos de fariseus em máquinas de caça níqueis
Nossos altares fazem propaganda para os corruptos, nossos profetas maltratados e políticos é que sobem aos púlpitos
Nós trocamos nossos votos por areia, pedra e cimento. Ele é um homem de Deus, ouvimos esses argumentos
É um covil de salteadores em um ninho de raposas e andam mais maquiados que suas próprias esposas
Dente de ouro, perfume do céu, água orada, lenço ungido, óleo de Israel, toalha sagrada, paletó de fogo, Gabriel, bandeja dourada, sal grosso e pedra de Betel que é para arrumar namorada.
Cada tese engraçada, para engana crente bobo, hip-hop é do Diabo, forró é corinho de fogo
Veja os lírios dos campos não trabalham, não tecem e nem fiam, mas se fortalecem porque crescem sabendo em quem confiam
Eles analisam suas emoções no binóculo, mas o que eles querem são seus cifrões. É o foco!
Só na nossa igreja tem milagres! Oh o rótulo, não entregue o que é santo e nem dei pérolas aos porcos
Se dizem super-homens e tem gente que acredita, mas a verdade para eles é como criptonita
O que eles querem é que vocês financiem ou que critiquem os dos raps para que ninguém os denunciem
O conteúdo das minhas rimas, verdade, denuncia para pararem de financiar os que criaram essa bagunça
Tramaram para me parar, tentaram ofuscar meu brilho, mas eu sou luz! Luz nunca se ofusca meu filho.

A ovelha muda decidiu falar
Não adianta tentar calar
Se é verdade então que seja
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as igrejas

Esqueceram de como é bom ser rico de saúde, Esqueceram de como é bom ser rico de amor, Esqueceram de como é bom ser rico de virtude, Esqueceram de como é bom ter a paz do Senhor!
Eles já não sabem mais como é bom terem em quem confiar, já não sabem mais como é bom ter um verdadeiro amigo, já não sabem mais como é bom esperar Jesus no altar, já não sabem mais como é bom saber quem está contigo
Profetas para entregar profecias ou ler a expressão da tua face, língua estranha, sapateado que para mapear o disfarce
Estudam suas emoções para ver se o óbvio nasce, mas não compreendem o que é amor ainda que eu falasse
A língua dos anjos e do homem sincero e verdadeiro e pela liberdade de jamais me vender por dinheiro eu creio em Deus
Paulo Coelho todo dia ínsito, mas sei que em nosso meio se sente medo, está instinto
Fala que não é verdade que você testifica comigo! Que o Espírito não se movimenta ai dentro quando você ouve o que eu digo, que não é resposta de Deus ou de alguma oração que você fez, que não te arde o coração ouvir o evangelho com intrepidez
Magnatas da fé promovem shows espirituais, levitas caçadores de Deus em busca de bens materiais!
Cruzadas sem cruz, sem evangelho, sem vida!
Pastores "Indiana Jones" a procura da arca perdida! Muitos fazem 4, 5 ou 6 anos de teologia para aprender como vão ganhar dinheiro com o capítulo 3 de Malaquias
Vai lá, pega o dinheiro do fiel e festeja! Judas também traiu Jesus comprado com o dinheiro da igreja
Eles pregam que quem não dá o dizimo é ladrão? E os que roubam os que dão dizimo, o que eles são?
De fato é verdade, se é que você me entende, nos dias de hoje Jesus liberta e a igreja prende!
Se um dia eu tiver sede eu sei que me darão vinagre!
A ovelha muda decidiu falar e foi Deus é que fez o milagre!
A ovelha muda decidiu falar!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Paz.




Por Brennan Manning

O caminho para a paz começa com a aceitação da verdade a meu respeito – toda a verdade. Qualquer fragmento de mim que eu me recuse a aceitar torna-se o inimigo. Minha luta por conviver com certas pessoas tem um explicação simples: elas representam para mim precisamente aqueles elementos que me recusei a reconhecer e aceitar em mim mesmo.

Aceitar a verdade sobre meu próprio dilaceramento é insuportável, se não impossível, sem que eu me volte pra Cristo. Se a visão que tenho de mim mesmo não for purificada pela misericórdia e pela compaixão de Jesus, preciso ser falso, camuflar minhas verrugas e apresentar a você um eu muito admirável, livre de falhas e superficialmente feliz.

Para Meister Eckhart, a equação “em Cristo = em paz” é sempre válida. Quando aceito a verdade a meu respeito, um náufrago que foi salvo, e a entrego à pessoa de Jesus, estou em paz ainda que não me sinta em paz. A paz que procede de Deus e excede todo o entendimento (Fp 4:7) foi conquistada por Cristo na cruz e não depende de seus sentimentos e disposições oscilantes.

A paz que vem de aceitar a verdade inteira sobre mim está enraizada em Cristo, que reconciliou “consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo paz pelo seu sangue derramado na cruz” (Cl 1:20). O shalon de Jesus não é mera saudação, mas uma declaração de autoridade do Filho de Deus, Palavra crucificada que produz a paz que proclama.

Sonda-me, ó Deus, e conhece meu coração;

Prova-me, e conhece minhas inquietações.

Vê se em minha conduta algo te ofende,

e dirige-me pelo caminho eterno.

Salmos 139: 23-24.


Meditações para Maltrapilhos

segunda-feira, 28 de março de 2011

Eu quero misericórdia e não sacrifício



Por Paulo Brabo


Há dois mil anos, debaixo deste mesmo sol, um judeu desaforado sustentava a escandalosa noção de que Deus não aceita as pessoas com base em sua herança genética, desempenho moral, pureza sexual, popularidade, capacidade comprovada de empreendimento, consistência na observância religiosa, quociente de inteligência, saldo médio, nível de crédito ou qualquer outro mérito ou demérito curricular usual, mas com base em seu próprio cavalheirismo e graciosidade – aquilo que a Bíblia chama de graça.

Uma característica fundamental do Deus que é Pai, propunha Jesus, é que ele não faz barganhas. Todas as tentativas pessoais e corporativas de ganhar o seu favor e a sua preferência não são apenas inúteis, mas contraproducentes: geram em nós uma falsa impressão de mérito pessoal (que só nos prejudicará) e não ajudam em nada a limpar a nossa barra.

O Deus da boa-nova requer ao mesmo tempo muito mais e muito menos. Para agradá-lo é preciso abrir mão de qualquer tentativa de agradá-lo – e começar a imitá-lo; para imitá-lo é necessário abrir mão de nossa tendência a enxergar diferenças de mérito entre bons e maus, e passar a conceder a todos o mesmo improvável tratamento e as mesmas chances. É preciso aprender a dispensar nosso sol e nossa chuva sobre justos e injustos, sobre os que nos agradam e sobre os que nos odeiam, sendo nisso singulares como Deus é singular – santos como Deus é santo.

Para as pessoas que haviam feito de agradar a Deus sua vida, sua tese e sua profissão, a mensagem de Jesus era impensável escândalo. Os religiosos do tempo de Jesus acreditavam, como os de hoje, que o homem não deveria ser livre para não ter de agradar a Deus. Os riscos de tal liberdade eram incomensuráveis. O único modo de manter o homem seguro na senda da moral e da salvação, sabiam eles, era debaixo das rédeas seguras da religião.

Jesus por outro lado, não tinha uma palavra de condenação para oferecer aos corruptos, aos promíscuos, aos terroristas, aos militares da ocupação romana, às prostitutas, aos samaritanos, aos vendidos colaboracionistas, aos criminosos de colarinho branco, aos injustos, aos imorais, aos glutões, aos bêbados, aos mendigos, aos preguiçosos, aos violentos, aos pegajosos, aos irritantes e aos irritados e a todos os seus asseclas de todas as estirpes. Jesus não os condenava, não porque simpatizasse particularmente com a sua conduta, mas porque se condenasse a um teria de condenar a todos. Se todos recebessem o que mereciam, conforme refletiria Hamlet, ninguém escaparia ao açoite. Não há um justo, não há ninguém com uma ficha limpa. Nem mesmo um.

Como não há ninguém que possa levantar a mão dizendo que fez corretamente a lição, todos carecem e recebem o mesmo tratamento paciente do mesmo paciente Pai. Não adianta chamar de lado oferecendo maçãs, propinas, untuosos elogios ou longas orações. Estar na condição humana é estar embarcado num mesmo orgulhoso e precário Titanic, e para encontrar a paz é preciso primeiro reconhecer isso. É requisito encarar a dura e libertadora realidade de que você não é melhor do que ninguém e que carece da mesma misericórdia que todos os outros.

Para os pecadores sem máscaras é, curiosamente, mais fácil.

Significativamente, as palavras de condenação de Jesus estavam reservadas para os que apregoavam que as boas intenções da religião institucional eram a solução para o problema de garantir-se um lugar no bote salva-vidas do Titanic da condição humana – e tentavam impor austeramente essa solução sobre os outros.

Nenhuma noção parecia a Jesus mais odiável do que essa. Para Jesus, acreditar e agir como se a barganha da religiosidade pudesse de alguma forma garantir alguma cumplicidade com Deus não era apenas a maior impenitência de todas. Era a única.

“Aprendam o que quer dizer eu quero misericórdia e não sacrifício”, vociferava ele. E falava sério.